TRILHO NÃO É UMA BOA TRILHA!
TRILHO NÃO É UMA BOA TRILHA!
(por KAJOTA, 16/09/2020)
Causa admiração acidentes envolvendo as linhas férreas que recortam a nossa Curitiba-PR. Foram três ocorrências nos bairros Cajuru e Uberaba, em dias seguidos (12 e 13/09): uma, envolvendo um veículo, que foi arrastado pelo trem, tendo havido uma vítima fatal e uma com ferimentos; outras duas ocorrências foram atropelamentos de uma mulher e de uma criança.
Da parte das pessoas, é preciso ter cautela redobrada ao se transpor as linhas férreas. As passagens devem ocorrer apenas em locais específicos e a preferência, já nos diz o Código de Trânsito Brasileiro, é dos trens: os veículos que se deslocam sobre trilhos terão preferência de passagem sobre os demais, respeitadas as normas de circulação (art. 29, XII da Lei 9503/97). Mais: antes de transpor a linha férrea, os veículos devem parar (art. 212 do CTB), sob pena de cometimento de infração de trânsito. Isto porque um objeto maior em movimento (trem) tem mais dificuldade em frear em relação a um veículo, por exemplo, que é um corpo menor. E nisto andou bem o Legislador.
Assim, ao atravessar uma linha férrea, seja a pé, de bike ou dirigindo veículo, é muito importante parar, olhar para os lados para ver se não há nenhum trem passando e, só então, atravessar a linha férrea.
As linhas férreas não devem ser locais de parada ou de brincadeira de crianças, por exemplo. Deve ser evitada a permanência em tais locais.
Da parte do Município, nas áreas específicas de interseção da vias férreas com ruas e locais de passagem, a sugestão é a inserção de cancelas autoacionáveis, que baixem mediante sensores de aproximação do trem, evitando a passagem de veículos e o acesso de pessoas naqueles momentos, prévios, iniciais e derradeiros de passagem do trem, aliados aos alarmes sonoros e visuais. Outra opção, mais onerosa, seria a criação de túneis e de pontes de modo a evitar este tipo de conjugação de vias urbanas e férreas. Ambas as situações cooperariam para uma convivência mais “pacífica” entre os modais ferroviário e rodoviário, que seja menos letal aos munícipes.
De qualquer forma, estas alternativas precisam ser concretizadas, ainda mais quando o risco se revela assim tão escancaradamente, e com alto potencial de atentado à vida humana.
Às vítimas destes acidentes, presto a minha solidariedade, e que haja consolo à dor das ausências e desejado restabelecimento quanto as lesões corpóreas sofridas.
De toda forma, faz-se necessária a junção destes esforços para que o direito à vida seja amplamente respeitado, de modo a evitar situações fatais e tristes como as recentemente noticiadas.
KAJOTA.

🙏🙏🙏
ResponderExcluirObrigado.
ExcluirInfelizmente há seres humanos que estão sempre com tanta pressa que acabam por serem atropelados...
ResponderExcluirVerdade: precisamos ser mais cautelosos. Obrigado. Abraços, KAJOTA.
ExcluirExcelente posicionamento sobre o assunto, prenir sempre será a melhor opção. Se a meios para evitar que assim seja. Não queremos culpados queremos soluções.
ResponderExcluirExatamente. Concordo com sua opinião! Obrigado, KAJOTA.
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